Um pouco da caminhada até aqui (parte 7)

Um pouco da história até aqui (parte 7)

Resolvi retomar essa serie de posts, visto que já faz algum tempo que parei de contar um pouco da minha trajetória até aqui, e consequentemente, da TRIATHLON também.

Na ‘parte 6’ dessa série terminei falando do clipe da música ‘Malandro’, o qual entramos na MTV. Sinceramente agora alguns fatos, a ordem cronológica, me confunde um pouco, mas vamos lá.

O estreia do clipe foi numa manha ensolarada, acho que eram 9 horas da manha. Varias pessoas me ligaram pra dizer que assistiram, foi muito legal, e importante pra nossa carreira.

Após o clipe, seguimos na correria de shows, de compor, seguimos o baile. Se me lembro bem foi nessa época que iniciamos a ideia mais ‘concreta’ de gravarmos um cd. Mas antes disso, fizemos uma participação no programa Radar da TVE, com a ilustre presença do músico Rafael Forneck, que além de ser o “Mago da Harmônica”, ou gaita de boca para quem não conhece, é meu primo também. Inscrevemos esse vídeo num festival que rolaria no Circo Voador, no Rio de Janeiro, e ele nos levou a maravilhosa seleção do festival, entre sei lá, 500 bandas, fomos selecionados.

Nossa, momento mágico. A cidade maravilhosa, aquele palco, nossa, tudo de bom. Uma super equipe, alta estrutura, troca com músicos de diversos lugares do Brasil. Que mais poderíamos querer?! (foto)

Infelizmente não fomos completos no dia, o Rafael Forneck não pode estar presente, a burocracia toda, a função encima da hora (pois muitas vezes as coisas acabam assim: na correria master) nos deixou sem nosso grande companheiro para compartilharmos juntos aquele momento. Mas ele com certeza fez total parte daquele dia, e faz até hoje. O que conforta é a ter certeza que voltaremos a aquele palco, quebraremos tudo juntos. Vamos mandar uma passagem de avião pra ele lá na Alemanha, que é onde ele mora agora, direto pro Rio de Janeiro, vamos tocar, e nunca mais deixaremos ele partir depois, pois seguiremos todos os dias juntos.

A experiência maior do Circo nesse dia, ou nos dias que passamos lá, foi poder trcoar ‘figurinhas’ com músicos de longa data, músicos mais novos também, todos tipos, estilos e ‘vibes’, mas ver que no fim todos falam a mesma língua e que creio que lá já estávamos no caminho certo.

Experiência ímpar, aprendizado ‘foda’, desculpe o linguajar, mas essa palavra representa o que foi esse momento.

Após isso, ou logo antes, não sei mais… próximo, hehe….o Ítalo Battistella, mais uma vez, fez os corres loucos que ele fazia, e conseguiu nos colocar na Parada do Garagem do Faustão.

Disputamos nós, com o clipe de Malandro, mais uma dupla Sertaneja, um grupo de Samba, e a outra acho que era uma banda de Rock. Não lembro o nome das bandas. Lembro apenas a super mega produção da dupla Sertaneja, show com mega telões, DVD ao vivo num super palco, parada sinistra. Eu sinceramente, sabendo a situação da época, e até a atual, pois o Sertanejo segue ‘bombando’ por aí, não acreditava realmente que poderíamos ganhar, pois é algo mais cultural, nem tanto qualidade no caso. Mas graças ao apoio da nossa galera, tivemos a incrível vitória, com mais de 50% dos votos.

Poxa, o que dizer?! Uma banda independente, com um clipe independente, claro, feito por ótimos profissionais, mas mesmo assim, uma música acústica, vencer essa parada foi incrível. Ter teu trabalho reconhecido é o melhor presente que um artista pode ter.

Até hoje nos perguntam o que rolou após isso, como que foi etc… se mantemos contato com o Faustão, quando vamos lá… o que posso dizer?! Sei tanto quanto todos, afinal até hoje estou esperando uma posição deles lá. Claro, saiu matéria nossa, várias coisas… mas ganhamos a parada, e qual seria o prêmio?! Um ganhador, teoricamente, ganha algo?! Mas talvez no nosso meio não funcione assim, ainda mais quando focamos em passar alguma mensagem, contestar coisas, fazer as pessoas pensarem e o outro lado já gosta mais do circo, de manipular. Aquela coisa: quanto menos cabeças pensantes por aí, mais fácil de enganar e manipular.

Mas isso é apenas uma coisa de toda uma caminhada. Vida de músico não é fácil, nunca vai ser. Além de trabalho, creio que tu conta com um pouco com a sorte também. Canso de ver bandas iradas, melhores que tantas famosas que se vê por aí, mas são bandas que não tem o QI (quem indica) do certo fulano que é filho do ciclano que é político,ou dono de casa noturna, milionoário (político também né?! ehehe), ou alguma pessoa famosa. O mundo da música é uma selva, onde tu tem que lutar todos os dias, te matar atrás do teu sonho, e no fim se conformar que muitas vezes alguém com menos dedicação que a tua mas com mais contatos vai terminar sempre o dia com alguns passos a tua frente. E isso não é só na música, tudo na vida é assim, na maioria das profissões.

Bom, continuando, agora creio que venha nosso cd, o Funky Jamaican Ska.

Primeiro vamos falar do estilo. Sempre que nos perguntavam qual estilo da banda a resposta era: “Cara, misturamos isso e aquilo outro. Tem um pouco de Tim Maia no som, uma pegada também Ska Jamaicano, Reggae, tem Rock, Funk americano,…”

Dai vinha a pergunta: “Ska?!” ou “Funk?! Carioca?!”

– “Sabe Paralamas do Sucesso, as músicas mais animadas, tipo um reggae mais rápido?! Aquilo é Ska.” ou “Funk americano, conhece James Brown?”

E por aí ia o papo, milhões de referências, tentando dar um norte para nosso som e por fim ao mesmo tempo que a pessoa entendia tudo aquilo, ela não entedia nada também.

O Funky Jamaican Ska por fim é uma brincadeira pra resumir nosso estilo. No fim das contas nenhuma das coisas deixa claro o que é, e nunca vai deixar, pois nossa mistura não tem rótulos. Mas direciona ao menos um pouco pro nosso estilo. Não somos uma banda funk, nem de ska, nem de reggae, nem de rock. Os mais conservadores nos ‘criticam’, dizem: a eles não são uma banda de Ska, ou Funk, ou sabe o que mais. E realmente, não somos. Somos uma banda que mistura estilos, livres pra voar.

Mas quem nos conhece, quem já foi no nosso show, e sinceramente acho que se tu ver ao vivo e não gostar ta beleza, mas tu não escuta uma música e diz: esses caras não fazem isso ou aquilo. Te informa. Qualquer pessoa que for num show nosso um dia com certeza tu vai escutar muito Ska, muito Reggae, muito Rock, Rap, Funk, é tudo isso e muito mais. TRIATHLON é ter a liberdade total na forma da expressão que escolhemos, a música. Somos livres, e sempre seremos. Acho que o próximo cd podia se chamar: “Estilo: Liberdade” , daí ninguém tem o que reclamar. heheheh…

Bom, paro por aqui hoje, no próximo falo do nosso cd e de toda essa mistura aplicada num álbum.

Dalhe…

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