Um pouco da caminhada até aqui (parte 6)

Um pouco da caminhada até aqui (parte 6)

Tinha dado uma pausa nessa série de posts pois senti vontade de falar sobre alguns outros assuntos nesses últimos tempos, mas vamos continuar…

Na parte 5 dessa sequencia de posts terminei falando dos primeiros shows, da nossa ideologia ‘Rock’n Roll’ que se mantém na nossa sonoridade, nosso primeiro single “Novo Lugar” que chegou ás rádios, a cena independente porto alegrense que não sei aonde foi parar,….

A foto essa é na gravação do single ‘Novo Lugar’, eu e o Maurício Levy prestigiando a gravação de algum dos guris da banda.

Bom, seguindo o barco…

A TRIATHLON sempre quando organizou shows priorizava fazer festas massa, onde a galera pudesse se divertir ao máxomp. Festas com entrada barata, free para mulheres, sorteios de bebidas, bandas diversas, o foco sempre foi a diversão geral. Nossas festas enchiam, era recheadas de gente dançando, rindo, bebendo, curtindo. Essa era ideia. Uma simples troca que alimentava todas almas ali presentes.

Entre tantos shows, aos poucos a música “Una Chaura” mostrou-se com uma boa receptividade do público. Música essa que como falei antes veio de um projeto antigo, a banda Iskas, e que com a TRIATHLON tomou mais corpo e forma. Um ska vibrante, com um riff distorcido, levadas animadas, e uma letra que fala de um homem que conhece o mundo todo, um homem que esta de passagem por aqui, e não sabe na verdade pra onde quer ir, pois não encontra sua paz em lugar algum.

Com a calorosa receptividade do público, resolvemos então por gravar “Una Chaura”, seria o nosso segundo single. Voltamos ao estúdio Monostereo para gravar, com nosso amigo Juliano Rodrigues. As gravações foram tranquilas. Agora um pouco mais experientes neste quesito. Logo fluiu. O resultado foi uma música vibrante, pesada, focamos em passar a energia dela ao vivo na gravação, algo que é difícil, mas acho que chegamos perto.

A música foi bem recebida. Viemos a regravar essa música no nosso disco FUNKY JAMAICAN SKA algum tempos depois, mas muita gente até hoje me diz que gostava mais da primeira versão, que era mais crua, mais pesada, que foi nessa época.

O single ‘Novo Lugar’ com o apoio do radialista e amigo Cláudio Cunha, entra na programação da rádio Ipanema. Seguimos trabalhando.

No final de 2011 o Ítalo Battistella tem a ideia de dar uma banda por São Paulo. Ver como é a cidade, tentar oportunidades, tentar contatos. Foi assim então, nessa pilha, que eu e ele, com uma mala cheias de cds demo com nossos singles, dois violões e a cara ‘a tapa’, embarcamos rumo a terra da garoa.

Foram duas semanas pelo que me recordo, batendo de porta em porta. Passamos por gravadoras, bares, casas de show, conhecemos pessoas, rimos, corremos. Tudo sempre em busca do nosso sonho. Alguns lugares nos receberam bem, algumas pessoas também nos receberam bem, já outros e outras não foi a mesma coisa. Mas por fim foi uma experiência válida, um primeiro contato com uma cidade grande, pois Sampa é gigante, foi interessante ver a cena de lá, ver como funciona, tudo ao vivo e a cores.

E foi dessa viajem que surgiu a ideia de lançarmos um clipe. Conhecemos uma galera lá que nos mostrou o vídeo de uma banda, tocando acústico mesmo, com umas imagens massa, uma vibe massa. Até então não tínhamos nenhum material audiovisual, e na hora brilhou a ideia. Precisávamos mostrar nossa imagem ao mundo, tínhamos uma galera fiel que ia aos shows, mas chegava a hora de uma passo maior.

Na volta a Porto Alegre a ideia foi lançada, pensamos todos juntos como fazer, que música gravar, quem chamar pra ajudar. E após várias conversas decidimos por gravar a música “Malandro”, numa versão acústica, com um cajon, baixo, violões, escaleta, e o instrumento colombiano/venezuelano “Cuatro”.

Foi nesse período que nosso baixista Cauê Borella por motivos pessoais, outras prioridades, resolveu sair da banda. O Cauê sempre pegou junto, sempre mesmo. É um irmão que a vida me deu, cara sensacional. Mas chegou um momento que necessitávamos de uma atenção maior pra banda, e ele mesmo achou que não tinha como dar conta. E na maior elegância e sinceridade passou a mensagem pra nós, cumpriu a agenda de shows e partiu em busca do sonho dele. Hoje o Cauê é shaper de pranchas de surf, um dos melhores do RS e do mundo. Tá morando na Austrália fazendo o que sempre sonhou.

Bom, foi depois dessa acontecimento que o Fábio Tentardini nos apresentou João Collato. O João tocava numa antiga banda chamada HCO3, da qual o Vinícius Boa Nova (que toquei na S.ou.S com ele) era vocalista. Ele tinha voltado a algum tempo da Austrália (acho que baixistas tem uma ligação com a terra dos cangurus, só pode hahhah) e o Fabinho levou ele pra um ensaio. O João veio da mesma escola que a gente. Tocava Hardcore, mas sempre escutou de tudo. Andava numa onda mais reggae, groove. E foram poucos acordes para o som começar a fluir. Ele até brinca hoje em dia que algumas linhas de baixo que ele fez naquele dia se mantiveram. É a energia aquela que flui, e entre um acorde e outro vamos nos tornando mais fortes, cada dia mais uma família mais unida.

A entrada do “John”, que além de um ótimo baixista ‘groovezado’, acrescentou na pilha. Estávamos de volta, todos na mesma sintonia.

Logo começamos a gravação da música “Malandro”, versão acústica. Gravamos tudo na casa do Ítalo, e o resultado ficou muito massa.

O Ítalo tinha contatos de pessoas do meio audiovisual, com as quais ele já tinha trabalhado. Chamou o Binho Lemes pra dirigir o clipe, os câmeras Drigo Tavares e Matt Janer para as filmagens, a Cris Bastos fez a direção de arte, Ana Guevara o making off e Fernando Nectoux a edição. As imagens foram captadas todas no Estúdio Monostereo, local onde gravamos as vozes do single “Novo Lugar”, gravamos também nosso segundo single “Una Chaura”. Mais uma grande parceria que o Juliano Rodrigues fez com a gente..

Foram horas de trabalho. Era tudo novo pra gente. Mas o resultado ficou massa. Uma ótima equipe de trabalho que fez com que o clipe “Malandro versão acústica” ficasse como tinha que ficar.

O clipe foi muito bem recebido pela galera. Fizemos o lançamento com casa cheia (num domingo de chuva) lá no Barbazul. Foi irado. Agora tínhamos um contato não só sonoro extra palcos com o público, mas também visual.

O baile continua. Seguimos trabalhando, compondo, criando. Foi uma época onde sempre andávamos com as nossas próprias pernas. Organizávamos eventos, festas, o que fosse que desse pra gente tocar.

Com iniciativa que partiu do Ítalo Battistella, que teve a ideia e fez toda questão burocrática, conseguimos entrar com nosso clipe na MTV Brasil. Era mais uma etapa conquistada.

Paro por aqui hoje… na sequência vem o Garagem do Faustão que ganhamos, Circo Voador, e muito mais.

Dalheee

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