Um pouco da caminhada até aqui…

Um pouco da caminhada até aqui...

Já são mais de 10 anos na função…

Lembro bem quando eu tinha 12 pra 13 anos, tocava alguns acordes no violão, e eu e o Maurício Levy criávamos músicas sinceras, sonhávamos com os palcos do mundo,

Por essa época reencontramos um antigo amigo nosso, Ricardo Bueno, e trocando ideias e acordes, vimos que ele tinha um ‘feeling’ pra batera, e resolvemos marcar nosso primeiro ensaio em um estúdio de verdade.

Foi um teste, afinal mal sabíamos o que estávamos fazendo. Eu na guitarra, Maurício nos vocais, e Ricardo Bueno na bateria, foi assim que abrimos os trabalhos e demos início a nossa estrada.

Lembro como se fosse ontem. O estúdio ficava ali perto da Redenção. Chegamos de carona com meu pai, descemos com aquele frio na barriga. Tocamos a campainha, logo um cara abriu a porta pra nós no maior altos astral. Entramos, seguimos por um corredor longo e estreito, onde as madeiras do chão balançavam com nosso peso parecendo que iam cair. Nas paredes quadros dos Beatles, Stones e Led Zeppelin. Entramos na sala, uma parede de amplificadores pré históricos, muitos caindo aos pedaços, deviam ter uns 15 amplificadores naquela sala. Uma bateria simples, meio capenga também, caixas de ovo, espuma, microfones batidos, tudo simples, de verdade.

Mas não se enganem, tudo isso pra nós, meninos dando o primeiro passo em busca de um sonho (que talvez nesse momento nem fosse um sonho, e sim a descoberta de um), era como se estivéssemos em um parque de diversões. Eu com minha primeira guitarra, uma Eagle Strato preta (na foto, ali eu já tinha uns 15 anos), com um pedalzinho bem simples, me divertindo com meus amigos, e compondo sons nossos, que mais poderia querer?! Sem contar os diversos amplificadores que eu tinha ali e podia usar, sem medo. Lembro bem do valvulado Giannini Tremendão, ‘antigasso’, o ‘xodó’ do estúdio, e que muito usei.

Seguimos nessa formação durante um bom tempo. Fazendo nossas composições, na nossa ‘vibe’, com a nossa atitude e com a nossa energia.

Muitos agora devem se perguntar: e o baixo?!? Bom, sinceramente nessa época nem tínhamos muita noção de realmente pra que servia o baixo.

Seguimos ensaiando, criando, viajando. E logo tivemos um novo integrante na banda. Agora tu vai pensar: claro, entrou um baixista. hehe… Mas não, agregamos um novo guitarrista a banda. Meu primo Raul Bittencourt. Nós com 13, 14 anos, ele devia ter uns 16 na época, e nossa, tocava muito. Era o cara da banda, fazia solos irados, uma agilidade nos dedos incrível, improvisava, era sensacional.

Logo surgiu o nome da banda. Meu pai sempre nos acompanhava e a apoiava a função toda, sempre nos dava força nos corres, e dizia que tínhamos um vocalista insano, e que Insana seria um bom nome. Nós curtimos e abraçamos a ideia. E é aí que surge de verdade a minha primeira banda.

Nosso primeiro show foi em uma escola no bairro Assunção em Porto Alegre. Inexperientes, mas acreditando na coisa, fizemos um show massa, com direito a autógrafos e tudo mais. Eu lembro da situação toda, da vibe, da galera, do lugar. Não lembro exatamente da qualidade do som que fizemos, etc etc etc. Até porque minha visão daquele dia é baseada na experiência que eu tinha naquela época, sendo assim, foi irado, demais.

Eramos jovens com emoções a flor da pela, falávamos de mulheres, rebeldia, injustiças, sonhos, tudo que um bom adolescente tem pra dar de sobra.

Se perguntarem: que som vocês faziam?! Bom, nós tocávamos rock’n roll. Essa sempre foi a nossa vibe. Viajei por diversos estilos de som durante toda caminhada até agora, e no fim tudo se resume a uma ideologia rock’n roll de poesia musicada, sempre buscando passar a mensagem.

A Insana durou alguns vários anos. Depois desse inicio, outros diversos integrantes passaram pela banda. Difícil lembra de todos, vamos ver o que sai aqui. Primeiro a entrar depois dessa primeira fase foi o Marcel, grande irmão que eu já conhecia lá da Zona Sul, entrou pra finalmente termos um baixista, e entendermos um pouco pra que servia esse tão maravilhoso instrumento que hoje admiro tanto. Logo o Raul saiu, outro brother, o Lu, fez um ensaio com a gente, testamos o André na voz e o Mauricio foi pro baixo, Gabriel Xaxá na voz, nossa foi tanta gente, tanto entra e sai, certamente esquecia alguns, mas faz parte.

No fim, a Insana se manteve na formação original, com eu nas guitarras, Maurício Levy agora na voz e no baixo, e Ricardo Bueno na bateria. Seguimos assim por um tempo, e por desavenças internas Ricardo acabou saindo da banda.

Com a saída dele buscamos um novo baterista, e conhecemos o Pedro Quintino. Cara gente finíssima, uma pegada de batera meio estilo Green Day, ‘doido doido’, mais doido no sentido bom da palavra. Um grande irmão, e que hoje ta na Califórnia curtindo as ondas, e construindo a história dele.

Chegamos a fazer um show com o Pedro na batera e com o Ricardo voltando agora pra assumir os vocais. Foi o único show que fizemos com esse formato.

Logo Pedro resolveu sair também, a parada do Ricardo nos vocais não fluiu, não pela qualidade pois ele sempre cantou muito, mas tudo que rolou antes talvez tenha influenciado um novo distanciamento.

E é nesse momento que o Bruno Coronel entra pra fazer parte da nossa história.

Bruno era colega de escola, meu e do Maurício. Ele tinha uma banda chamada Mr. Jingles, e sempre curtimos o som que eles faziam, e ele tocava muito batera. Nós primeiro convidamos o baixista e vocal da banda dele, o Diego Paz, grande músico e que tocava bateria na perna como ninguém, hehehe, pra tentar tocar batera com a gente. O Bruno foi junto pra dar uns toques. Não fluiu, afinal o Diego é um ‘puta’ músico, mas bateria só batucando na perna mesmo. hehe… E foi aí que o Bruno se ofereceu, ou nós convidamos pra quebrar um galho e tal, pois tínhamos um show no colégio, numa festa e tal. E foi no meio do show nessa festa onde ele estava ‘quebrando um galho pra gente’, que o Maurício anunciou ele como nosso novo baterista, mesmo sem consentimento dele. É engraçado, pois ele não queria entrar na banda, já tinha a banda dele, uma banda irada, mas felizmente ele nunca conseguiu nos abandonar, e já fazem 10 anos isso.

A insana seguiu nesse estilo power trio durante mais um tempo, fez shows massas, criou e gravou algumas músicas. Logo acho que a maturidade musical nos levou a ideia de renovar o som, e talvez com um novo projeto autoral, com mais uma guitarra.

E é desse novo pensamento que surge uma nova banda, a S.ou.S. Nós três, e mais nosso brother e grande artista Vinícius Boa Nova, hoje na Cosmopolita.

Bom, continuo na sequência a caminhada, paramos por aqui, e no próximo post falo mais desse novo projeto.

Dalhee….

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